Mas voltando ao que interessa, não possuo um veículo capaz de me transportar a lado algum, pelo que tenho de recorrer aos transportes colectivos. Mais uma vez, como sou pobrezinha, o Táxi fica desde já excluído (aliás, mesmo que eu não fosse tão semítica, está presente a memória do famoso combate Táxi Vs Eléctrico, em que se bem se recordam ganhou o eléctrico da Springfield e eu infelizmente tinha apostado no Táxi...), excepto em situação de extrema necessidade... e tenho assim de recorrer ao Metro e aos Autocarros.
Visto a rede de Metro ser tão extensa e abrangente em Lisboa, vejo-me mais uma vez obrigada a excluir mais um meio de transporte e a viajar de autocarro amarelo da Carris. Passeio-me assim pela cidade de Lisboa, por solavancos, travagens e apitadelas furiosas. Lá dentro aquele cheiro fétido tão familiar e a amizade tão querida dos outros passageiros.
Mas falando verdade, as pessoas até estão mais simpáticas nos autocarros, dentro do possível é claro. Posso até partilhar histórias verídicas de tertúlias em que participei, cujos temas variados passaram pelo tempo de espera nos hospitais até ao estado do tempo, temas interessantíssimos que foram alvo do maior escrutínio.
Agora a indignação, o escândalo! Ignorando a fauna microbiana e viral que habita os assentos, campainhas, corrimãos e postes, há ainda a espécie Passageirus egoistus maldosus.
Esta espécie oportunista, habita os autocarros da Carris, Barraqueiro e outros, sentando-se assim que apanha lugar livre, enquanto a velhinha coxa se arrasta para descansar as suas osteoartroses e o reumático... Não ficando contente com o conforto recém-alcançado, este animal escolhe o lugar do lado do corredor, obstruindo a passagem para o lugar da janela. E se por acidente algum plebeu se atreve a murmurar «dá-me licença, por favor?», o bicho levanta-se com o maior dos incómodos, causando o maior dos aparatos para deixar o plebeu passar, voltando a ocupar o seu trono, apesar de só sair no terminal...
2 comentários:
Da ultima vez que andei de autocarro, quando me levantei tinha o cu molhado!
Nao, nao me tinha esquecido de por a lindor... era mesmo o ar condicionado que pingava o banco e eu, estupida é verdade, nem reparei kdo me sentei.
:D
Eu devo dizer o seguinte, sempre q olho para o assento antes de apoiar o dito cujo penso: e se alguém mijou aqui? vou-me sentar em cima do mijado?
Este pensamento assombra-me, temo o dia em que o pesadelo se torne realidade...
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